quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ele precisa jogar futebol?




Nestes últimos dias fomos surpreendidos por uma espécie de corrida maluca de vários clubes do futebol brasileiro querendo contratar o craque Ronaldinho gaúcho, ex-Milan e agora camisa 10 do Flamengo. No que foi batizado pela mídia de "Passione do futebol", muita coisa aconteceu: clubes e torcedores magoados, ofertas milionárias vindo à tona e muita, muita confusão.

Mas afinal, o que está acontecendo com o futebol? Neste episódio, mais do que a contratação de um bom jogador, o que vemos é em que o esporte se transformou: uma fábrica de ganhar e fazer dinheiro. Um jogo de interesses tão grande capaz de movimentar valores exorbitantes.. E olha que não estamos falando de clubes europeus, que quando querem arrancar uma jovem promessa do futebol dos países do terceiro mundo, desembolsam muito mais do que o Flamengo está pagando pelo Gaúcho dentuço.



Mas afinal, e se o Ronaldinho não jogar bola? Vale a pena tanto investimento por um jogador em fim de carreira? Os números e exemplos podem falar por si mesmo: em 1995 o Fla conseguiu tirar o baixinho Romário do onipotente Barcelona e o retorno foi imediato. O Corinthians lucra milhões com a imagem e venda de produtos do Ronaldo ( que já deixou de ser fenômeno de futebol, mas continua um fenômeno de marketing). O próprio Flamengo, ao repatriar o Imperador Adriano, conquistou, após 17 anos mais um campeonato brasileiro e encheu seus cofres e o da patrocinadora Olimpikus com a venda de camisas

Esses nomes, geralmente vêm acompanhados de uma certa dose de escândalos, farrinhas, mulheres e umas gordurinhas localizadas a mais, além do peso da idade.. Mas mesmo com todos esses, digamos, complementos, ainda é muito rentável ter um grande nome como R10 no seu plantel. Mesmo que, como no caso do outro Ronaldo, o fenômeno, ele nem precise jogar bola...

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